Débora é uma publicitária que sempre privilegiou o trabalho em detrimento de sua vida amorosa. Entretanto, ambas se misturam quando ela precisa trabalhar em uma importante campanha para o Dia dos Namorados cujo cliente é Heitor, seu ex-namorado, que a dispensou de forma humilhante. Diante desta situação, ela ainda precisa lidar com a inesperada visita do fantasma de seu amigo Gilberto, que tenta fazer com que ela repense a vida.
Elenco: Heloísa Périssé, Daniel Boaventura, Danielle Winits, Marcelo Saback, Toni Tornado, Fernando Caruso, Daniele Valente
Direção: Roberto Santucci
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 97 min.
Distribuidora: Walt Disney
Classificação: 14 Anos
Direção: Roberto Santucci
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 97 min.
Distribuidora: Walt Disney
Classificação: 14 Anos
Apesar de ser claramente inspirado no clássico de Dickens, Odeio o Dia dos Namorados traz algumas peculiaridades tipicamente brasileiras. A começar pela influência musical, marcante nas sequências de abertura e de encerramento, que até divertem graças ao formato e as coreografias apresentadas (a última cena é no melhor estilo Amizade Colorida). No decorrer do filme há ainda várias referências aos anos 1980, não apenas em relação às canções que faziam sucesso na época mas também ao comportamento típico do período. Por outro lado, a visão do futuro traz algumas boas piadas envolvendo ícones dos dias atuais, como a ameaça de caos climático e a música “Ai, Se Eu Te Pego”, de Michel Teló (que surge algumas vezes ao longo do filme).
Entretanto, é no estilo de comédia que a marca nacional surge mais forte. Afinal de contas, o personagem escolhido para acompanhar Débora em sua jornada é um velho clichê do humor brasileiro: o homossexual espalhafatoso, daqueles que desmunhecam à vontade e soltam diversas piadas de duplo sentido – algumas bem grosseiras, por sinal. Fácil de identificar - e até de rir, para quem gosta da proposta -, o objetivo é explorar um humor repleto de frases de efeito no melhor estilo Zorra Total. Trata-se de uma aposta escancaradamente popularesca, assim como foi o trabalho anterior de Santucci, Até que a Sorte nos Separe. Para quem curte, é um prato cheio.
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