
Homem de Ferro 3 é uma das produções mais comentadas nos últimos dias do mundo do cinema. Depois de uma enxurrada de trailers, videos, fotos, posters e teasers - liberados perto de seu lançamento – a expectativa do terceiro filme solo do Tony Stark entrou na armadura e alçou vôo para as alturas, deixando todos nós empolgadíssimos para conferir o que o seu experiente diretor de ação, Shane Black, conseguiu trazer para as telonas.
A história era baseada no elogiadíssimo arco Extremis, publicada nos quadrinhos em 2005 por Warren Ellis, fato que só aumentou a expectativa para o filme. No arco, além de outros fatores, Tony Stark acabava sendo infectado por um vírus (Extremis) modificado, para lhe permitir controlar sua armadura mentalmente – carregando a camada interna da armadura supercompactada no interior de seus ossos, diretamente ligada ao seu cérebro. O arco trouxe a fusão perfeita entre o homem e a máquina, que conferiu ao Tony Stark – com propriedade – a alcunha de “O Invencível Homem de Ferro”.
Vou te contar: que decepção.
E antes que você resolva atirar seu mouse no monitor de forma furiosa, vou deixar claro uma coisa: O filme é bom. Não é espetacular, fantástico e é notavelmente inferior aos anteriores, mas é um filme bom. Bem dirigido, muito bem atuado, bastante divertido, com bons momentos e cenas de ação realmente bem pensadas.
Então qual foi o problema?
De que adianta se aproveitar de um dos melhores arcos do Homem de Ferro, se vamos trabalhar apenas seu atributo mais fraco?
Nessa adaptação do filme, quer dizer, uma tecnologia que basicamente transforma completamente o personagem do Homem de Ferro e traz um embate excelente para o mesmo “onde termina o Tony Stark e onde começa o Homem de Ferro?” é simplesmente ignorado no filme, e isolado como uma droga que altera seres humanos em máquinas de destruição em massa. De que adianta se aproveitar de um dos melhores arcos do Homem de Ferro, se vamos trabalhar apenas seu atributo mais fraco? Um completo desperdício.
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